quarta-feira, 14 de maio de 2008

Woodstock

E aê povo!

Woodstock!!! O melhor de todos os espetáculos de Rock. Eu sou um órfão confesso deste evento. infelizmente, nasci tempos depois dele e no lugar errado do continente. É, um daqueles casos clássicos de 'não era para ser'. De fato, não podemos nos preocupar só com a inacreditável interpretação do Hino dos Estados Unidos feita por Jimi Hendrix ou dos agudos roucos de Janis Joplin. Woodstock foi - e é, para muitos - o símbolo da contracultura nos anos 60. Para entender isso, devemos nos lembrar de algumas coisas. Os Estados Unidos, movidos por sua política externa, empreenderam-se em uma guerra contra o pequeno Vietnã em 1964. O plano era uma invasão rápida e precisa (muito semelhante àquela tentada no Iraque recentemente) que contava grande parte com a inquestionável superioridade militar americana - baseada em armas mais potentes - e a pequenice do Vietnã. Ambas premissas mostraram fracas diante dos fatos. Quando vem Woodstock, os estadunidenses estavam há cansativos 5 anos em guerra contra os vietnamitas e a guerra não mostrava nenhum sinal de que acabaria. O exército americano, abatido por um conflito de duração inesperada, mostrava sinais de que o inimigo era bem mais valente do que o esperado.
De volta nos EUA, a sociedade se questionava da utilidade deste conflito. O paralelo 17 (como é conhecido o terreno a ser conquistado no Vietnã) não era um ponto economica ou estrategicamente relevante. O exército, formado de voluntários, perdia cada vez mais homens em seu nascedouro - a sociedade americana - devido a ação implacável das agências que veiculavam os terrores da guerra. A imagem de um típico americano (que aqui chamaremos de WASP - white anglo-saxon protest) estava fraca. Assim, apoiada pela Nouvelle Vague francesa (a nova onda), uma parcela da sociedade decide criar sua própria cultura, em resposta àquela decadente. Saem os cabelos curtos e as barbas feitas; as roupas perfeitamente passadas e a ânsia por trabalho. Os pudores e as convenções. Vêm a tona os cabelos grandes e o lema "Faça amor, não faça Guerra". Em oposição quase simétrica, esta cultura procurará sua própria manifestação musical e linguística, criando nichos sociais responsáveis por essa resistência. Na França, pouco menos de um ano antes, os estudantes ergueram trincheiras e barricadas nas Universidades. Também são erguidas nos Estados Unidos, entretanto, o local de combate é a própria cultura. As armas? A música e o próprio corpo. Em uma revolução sem armas e ao som de arcodes dissonantes, woodstock mostra ao mundo como a contracultura nasce.

9 comentários:

  1. Oi Albino :D
    a gente vai oscilar entre os movimentos culturais de resistência (tropicália, cinema novo...) e fatos importantes do período, como o milagre econômico.
    Aceitamos os livros !
    Beeeijo :*

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  2. www.fotolog.com/orlandodantas

    faz um folotog, faz bem a saúde ;)
    e aproveita e comenta no meu (yn)

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  3. Albino, o nosso blog é: www.livrearbiitrio.blogspot.com

    Espero que você goste.

    Beijãão.

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  4. Albino,
    porque meu blog não está no seu?
    :/

    Beijo :*

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  5. tu nem comentou né ? ¬¬
    oolha, meu primo gostou da idéia do blog e pediu pra colaborar na elaboração de alguns textos... e ai ? pode ?
    :*

    -aah, é jéssica bem :)

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  6. Aew albino! Como nao tenho teu msn, nem nada teu, eu vou flr por aki por comentário msm. Eu quero primeiro pedir teu msn ;P E quero pgtar se posso escrever no blog da gente, sobre 2012... O Ano do provável fim do mundo. Pode ser?

    Flw aii ;D

    Wagner Palacio 1A

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  7. a gente ainda quer as notas viu??
    quando o senhor vai por la no blog?
    beeijos

    Jéssica Leão

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  8. Salve, Salve!

    Bino, como sempre, muito compromissado com o 'fazer' história!
    O espaço está sendo muito bem aproveitado pelas suas idéias.
    Quando puder, aparece lá no cortina, sem mais
    Chiros infindáveis.

    Marília :)

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