Salaam, Ça Va!

BEM VINDO aquele que vem colaborar. Discutir, propor, meter o nariz onde - por culpa minha - não foi chamado.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Pensando em Categorias...

...APROVEITANDO um deslize meu de não responder uma questão sobre Adorno e Benjamin, partidários da paradigmática escola alemã de Frankfurt, e juntando algo que venho discutindo via email com um colega, ai vai: Por que nos preocupamos tanto com categorias?
Parece ser um hábito do humano, algo tão inerente à nossa condição, o fato de devemos esquematizar o mundo. Identidade, forma e conteúdo: quaisquer coisas no mundo devem tê-las para que de fato existam. Para que vocês entrem no assunto, o tema que ando discutindo é sobre a loucura na Idade Média. Quando o tema é tratado, acaba por ocorrer um anacronismo de termos: o louco de hoje não é o louco medieval...
...parece óbvio, não? Respondo que o óbvio é o mais difícil de ser percebido! Mover 'categorias' atuais para tempos passados - ou futuros! - é um equívoco perigoso. Corremos o risco de não achar o que procuramos ou, pior, de achar demais! Poderíamos, sem sombra de dúvida, chamar são Tomás de Aquino de louco: ele falava com uma cabeça de bronze enquanto estudava. Mas não é sobre isto que estas linhas tratam.
Em um daqueles raros, raríssimos, momentos de lucidez que acometem a gente (entre o café da manhã apressado e o incansável trabalho que lembra a pena de Sísifo) me peguei pensando nos -ismos da vida. E, acredito eu, descobri a roda! Percebi que alguns ismos são assimétricos...por exemplo, 'feminismo'. É estranho como algo tão sofisticado não tenha criado seu paralelo, seu arquirrival. Alguns podem afirmar que o machismo o é: mas não, meus caros, o machismo é o que se luta contra! Como superhomem, que luta contra as injustiças...e ele tem seu arqui-inimigo - o careca Lex Luthor - que é a injustiça em pessoa.

Isto me põe pra pensar um pouco...será que a relação de afirmação categórica não seria, em última instância, uma maneira de perpetuar o status quo? Trocando em miúdos...reclamar do trânsito e continuar aumentando o número de carros menos poluentes, menos barulhentos ou menores é resolver o problema?

Um comentário:

MarítimaR disse...

Temos um problema!